Continuo sem perceber por que é que as pessoas insistem em fazer promessas que não pretendem cumprir.
Sempre tive noção que as coisas seriam difíceis … mas tu prometeste, mais do que uma vez, que lutarias por nós até ao fim, e afinal falhaste. Encontraste uma primeira barreira, um primeiro obstáculo e decidiste desistir sem olhar para trás, sem valorizar todo o império que tínhamos construído até então. Não foram meses perdidos, isso não, mas se calhar foram meses de ilusão. Eu iludi-me ao acreditar que estávamos a remar para o mesmo lado, achei que estaríamos nisto juntos até ao fim… que, quando surgisse uma dificuldade, lutaríamos lado a lado sem desistir, sem fraquejar.
Se te pudesse fazer mais uma pergunta antes de pôr um ponto final nesta nossa aventura, esta seria muito simples de colocar e, provavelmente, muito simples de responder, tendo em conta a tua habitual sinceridade. Por que é que me prometeste tudo aquilo que nós sabemos, se não tinhas pretensões de o cumprir? O objetivo era iludir-me? Acho que te posso entregar já a medalha, porque conseguiste, passaste nesse teste com distinção.
Por ti, por nós, aguentei muita coisa que outrora teria recusado, tornei-me escrava do amor, do teu amor, das tuas promessas, das falsas esperanças que depositavas em nós.
Fui a tua primeira namorada, certamente marquei a tua vida, provavelmente ‘abri caminho’ para muitas outras raparigas que vão percorrer, daqui em diante, esse trilho penoso que eu arrisquei percorrer.
Ficar-me-ia mal dizer que estou arrependida, nem eu seria capaz de tal coisa, mas de uma coisa tenho a certeza, se eu soubesse ou se tivesse sequer imaginado que o final seria este, tinha dado menos de mim, de forma a resguardar o que de mais importante tinha, tinha desistido de menos coisas, tinha cedido menos aos teus caprichos de criança mimada.
Podia continuar a criticar tudo aquilo que aconteceu, mas isso só iria trazer à memória coisas desnecessárias.
“Adeus e obrigada!”
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